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O que é TDAH?

O transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), anteriormente conhecido como transtorno de déficit de atenção (DDA), é um transtorno neurocomportamental caracterizado por sintomas centrais de desatenção, distração, hiperatividade e impulsividade. Considerado um dos transtornos de saúde mental infantil mais comuns, estima-se que sua prevalência em crianças varie de 5% a 11%. Em adultos, a prevalência é menor, situando-se entre 2% e 5%.

Os sintomas do TDAH podem impactar significativamente diversos aspectos da vida, incluindo trabalho, escola, tarefas domésticas e relações interpessoais. Embora administrar o transtorno seja desafiador tanto para crianças quanto para adultos, existem tratamentos eficazes e estratégias de enfrentamento que possibilitam uma vida produtiva e satisfatória.

Como é o TDAH?

O TDAH se manifesta de diferentes formas. Algumas crianças e adultos podem ter dificuldade em se concentrar em tarefas na escola ou no trabalho, frequentemente se perdendo em devaneios. Em crianças, pode haver um comportamento desafiador e dificuldades de interação com pais, colegas ou professores. As que apresentam hiperatividade e impulsividade podem demonstrar desafios comportamentais que exigem uma maior atenção por parte dos adultos.

Nos adultos, a inquietude e impulsividade podem levar a decisões precipitadas e dificuldades na vida cotidiana. Tanto crianças quanto adultos podem apresentar comprometimentos no funcionamento executivo, afetando planejamento, regulação emocional e tomada de decisão. O transtorno pode se manifestar predominantemente como desatenção, hiperatividade/impulsividade ou como uma combinação de ambos.

O TDAH existe?

A ciência confirma a existência do TDAH, apoiando-se em evidências genéticas e neurológicas. Estudos demonstram alterações no crescimento e desenvolvimento cerebral associadas ao transtorno. Além disso, sua relação com problemas acadêmicos, profissionais e sociais, assim como sua resposta ao tratamento, reforçam sua validade clínica.

No entanto, ainda se debate se o TDAH é superdiagnosticado ou supertratado. Alguns especialistas questionam se os critérios atuais refletem uma condição patológica ou apenas traços comportamentais que se tornaram menos adaptativos no mundo moderno.

Causas do TDAH?

As causas do TDAH ainda estão sob investigação. Acredita-se que fatores genéticos tenham papel fundamental, assim como influências ambientais, como exposição a toxinas durante a gestação e experiências traumáticas precoces. Como o TDAH é um transtorno comportamental, as expectativas sociais também podem influenciar os diagnósticos, especialmente em crianças.

O TDAH é genético?

Estudos apontam uma forte base genética para o TDAH. Pesquisas com gêmeos revelam que gêmeos idênticos têm maior probabilidade de compartilhar o transtorno do que gêmeos fraternos. No entanto, não há um único gene responsável pelo TDAH; acredita-se que múltiplas variantes genéticas contribuam para o desenvolvimento da condição.

O TDAH é uma doença moderna?

Alguns especialistas sugerem que o TDAH pode ser uma “doença da civilização”, resultante da incompatibilidade entre traços evolutivos humanos e as demandas do mundo moderno. Comportamentos como alta energia, benéficos para caçadores coletores, podem ser problemáticos em salas de aula estruturadas. O aumento nos diagnósticos também pode estar relacionado à maior pressão acadêmica e redução do tempo de brincadeira em crianças.

O TDAH é uma deficiência?

No Brasil, a classificação do TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) como deficiência depende do impacto funcional que o transtorno causa na vida da pessoa e de como ele se enquadra na legislação vigente.

Embora o TDAH possa causar dificuldades acadêmicas, ele não é classificado como uma deficiência específica de aprendizagem, como dislexia ou disgrafia. Entretanto, muitos indivíduos com TDAH apresentam transtornos de aprendizagem comórbidos, o que pode agravar os desafios acadêmicos e sociais.

Quais são as formas de tratar o TDAH?

O tratamento do TDAH pode envolver terapia comportamental, treinamento de atenção, estruturação do ambiente e/ou medicação. Estudos indicam que a combinação de intervenções comportamentais e farmacológicas tende a ser mais eficaz. Estratégias educacionais e ajustes no ambiente de trabalho também podem ajudar a minimizar os impactos do transtorno.

O TDAH e os relacionamentos?

O impacto do TDAH nos relacionamentos varia. Em alguns casos, pode trazer espontaneidade e dinamismo, fortalecendo os laços afetivos. No entanto, também pode causar desafios, como falhas de comunicação, desorganização e impulsividade, levando a conflitos. A chave para um relacionamento saudável é a compreensão mútua e a adoção de estratégias que ajudem a lidar com as dificuldades e potencializar os aspectos positivos.

Melhor maneira de ajudar meu filho a controlar o TDAH?

O papel da família e dos cuidadores Crianças com TDAH se beneficiam de amor, estrutura e consistência. Como os sintomas podem afetar a autoestima e o desempenho acadêmico, é essencial que os pais busquem tratamentos adequados, incentivem seus pontos fortes e criem rotinas estruturadas. Estratégias acadêmicas personalizadas e suporte emocional podem auxiliar a criança a desenvolver confiança e habilidades sociais essenciais para sua vida.

Embora o TDAH traga desafios significativos, ele também pode ser gerenciado com intervenções adequadas. Com o suporte correto, indivíduos com TDAH podem desenvolver estratégias eficazes para lidar com suas dificuldades e aproveitar seus talentos, vivendo de forma plena e produtiva.

Dunlhyan Arruda

Escritor, Blogueiro e Terapeuta

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